As imagens na antropologia


Feira do Garimpeiro, a mais tradicional de Boa Vista
Avenida Ataíde Teive, meio-dia de domingo, 08/02/2009
Boa Vista, Roraima, Amazônia, Brasil

A Internet consegue abranger todos os outros tipos de mídia (visual, sonora, impressa) de forma eficaz. José da Silva Ribeiro, coordenador do Laboratório de Antropologia Visual da Universidade Aberta de Lisboa, afirma em artigo que as tecnologias digitais e os computadores podem ser, para antropólogos e cientistas sociais, “muito mais úteis que meros processadores de texto, de imagens e sons, e de codificação de dados recolhidos no terreno: um poderoso meio de apresentação de dados de investigação e (…) de gerar produtos culturais ou científicos para grandes públicos”.

A função das imagens na antropologia é a de informar. A antropóloga Margaret Mead declarou, em 1979, que “a antropologia aceitou a responsabilidade de reunir e de preservar documentos sobre costumes que desaparecem”. Sorenson destaca a necessidade de preservar em documentos visuais os “modelos culturais de comportamento humano que ainda existem no mundo”.

Assim, como tantas outras coisas, as feiras livres podem, um dia, desaparecer também em Roraima. Partindo desse princípio, e da idéia de que o espaço da feira, além de público, carrega elementos sociais e de expressão importantes para a cultura regional é que surge a proposta dessa pesquisa.

~ por Cristina Oliveira em 11/02/2009.

 
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