Um emaranhado de sociabilidades

•02/05/2009 • Comentários desativados em Um emaranhado de sociabilidades

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É assim que as feiras livres podem ser pensadas: como um emaranhado de sociabilidades.

A fotografia entra aqui como um instrumento de pesquisa. Conforme cita Godolphin (1995), a fotografia é tomada como mais uma técnica de documentação, junto com caderno de campo e gravador, para registrar dados.

O texto, tradicionalmente escrito, pode também ser apresentado de forma imagética, como um filme ou uma exposição fotográfica. (Nuno Godolphin, 1995, UFRGS).

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Churrasquinho amazônico

•01/05/2009 • Comentários desativados em Churrasquinho amazônico

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Feira do Garimpeiro, a mais tradicional de Boa Vista

Avenida Ataíde Teive, meio-dia de domingo, 08/02/2009

Boa Vista, Roraima, Amazônia, Brasil


O peixe se mistura com a carne de gado que assa sobre as brasas de uma churrasqueira. Tudo aqui é diferente, sob o meu ponto de vista. A churrasqueira é de um modelo que eu nunca tinha visto, mas que considerei extremamente prático. Muito mais prático e econômico do que a churrasqueira de tijolo e argamassa, que exige um bom punhado de carvão.

O espetinho é feito de madeira, artesanalmente. Nada de madeira polida, de espetinho embalado em saco plástico. O negócio é feito de lasca de madeira mesmo, com a ponta talhada à faca. O peixe é assado inteiro, com uma salmoura como tempero, e é bom tomar cuidado com a espinha. Se brincar, ela acaba entalada na garganta.

Aprendi a comer peixe aqui, na Amazônia. E você, já comeu um churrasquinho amazônico?

Ônibus-feira

•01/05/2009 • Comentários desativados em Ônibus-feira

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Feira do Garimpeiro, a mais tradicional de Boa Vista

Avenida Ataíde Teive, meio-dia de domingo, 08/02/2009

Boa Vista, Roraima, Amazônia, Brasil


Um jeito bem particular de vender frutas na feira.

Um grito de socorro

•13/02/2009 • 1 Comentário

Olhe a foto acima. Perceba a truculência dos coturnos contrastando com a fragilidade dos pés calçando apenas um par de chinelos. Um muro humano, formado por policiais militares, contra o corpo franzino de uma jovem mulher, indígena, e de uma bebê de colo.

A foto é de Luiz Vasconcelos, fotógrafo do jornal A Crítica, do Amazonas, e retrata uma índia Many Sateré tentando impedir a reintegração de posse de uma área no km 11 da rodovia AM-010, sentido Manaus-Itacoatiara.

O registro foi feito em março de 2008 e acaba de ganhar um dos mais prestigiados prêmios de fotojornalismo do mundo, o World Press Photo, na categoria Notícias Gerais.

Leia aqui o que Luiz Vasconcelos diz sobre a premiação e o momento em que registrou a foto.

As imagens na antropologia

•11/02/2009 • Comentários desativados em As imagens na antropologia


Feira do Garimpeiro, a mais tradicional de Boa Vista
Avenida Ataíde Teive, meio-dia de domingo, 08/02/2009
Boa Vista, Roraima, Amazônia, Brasil

A Internet consegue abranger todos os outros tipos de mídia (visual, sonora, impressa) de forma eficaz. José da Silva Ribeiro, coordenador do Laboratório de Antropologia Visual da Universidade Aberta de Lisboa, afirma em artigo que as tecnologias digitais e os computadores podem ser, para antropólogos e cientistas sociais, “muito mais úteis que meros processadores de texto, de imagens e sons, e de codificação de dados recolhidos no terreno: um poderoso meio de apresentação de dados de investigação e (…) de gerar produtos culturais ou científicos para grandes públicos”.

A função das imagens na antropologia é a de informar. A antropóloga Margaret Mead declarou, em 1979, que “a antropologia aceitou a responsabilidade de reunir e de preservar documentos sobre costumes que desaparecem”. Sorenson destaca a necessidade de preservar em documentos visuais os “modelos culturais de comportamento humano que ainda existem no mundo”.

Assim, como tantas outras coisas, as feiras livres podem, um dia, desaparecer também em Roraima. Partindo desse princípio, e da idéia de que o espaço da feira, além de público, carrega elementos sociais e de expressão importantes para a cultura regional é que surge a proposta dessa pesquisa.

Porque utilizar um blog?

•11/02/2009 • Comentários desativados em Porque utilizar um blog?

As tecnologias digitais servem como tecnologia de arquivamento da memória. Os recursos disponíveis atualmente permitem de uma maneira rápida e prática o armazenamento de um grande volume de dados, sejam eles fotográficos, textuais, audiovisuais etc.

Outra facilidade das tecnologias digitais é a acessibilidade a qualquer usuário, desde que as condições para esse uso, como uma conexão à Internet, sejam disponibilizadas. Além disso, a oportunidade de disponibilizar informações sem filtros, ou qualquer outro tipo de mecanismo que possibilite uma espécie de censura, também me leva a utilizar esse tipo de mídia como suporte ao meu trabalho.

Sabores

•10/02/2009 • Comentários desativados em Sabores

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Diferentes tipos e cores de pimenta, numa barraca da Feira do Garimpeiro
Avenida Ataíde Teive, manhã de domingo, 08/02/2009
Boa Vista, Roraima, Amazônia, Brasil

Cupuaçu, pupunha, taperebá, açaí, tambaqui, tapioca, paçoca, caxiri e as pimentas… ah! as pimentas… Uma manhã passada na Feira do Garimpeiro, uma das mais tradicionais em Boa Vista, ensina muita coisa. Para alguns, o espaço não passa de um local fedorento e sem a menor higiene. Para outros, é fonte de sustento e diversão.